Com experiência na WNBA, Euroliga e grandes seleções, Pokey trouxe uma visão que combina intensidade, inteligência tática e valorização do talento individual — sem abrir mão da disciplina coletiva.
Sua primeira marca visível foi o ritmo de jogo. Pokey gosta de acelerar, defender forte e impor velocidade desde a transição. Ao mesmo tempo, exige leitura de espaços, movimentação constante e protagonistas em todas as posições. Com ela, pivôs passaram a ter papel mais ativo na criação, armadoras ganharam liberdade para atacar e alas voltaram a ser centrais na construção ofensiva. É um estilo que exige versatilidade e que favorece uma geração mais atlética e preparada fisicamente.
Outro ponto decisivo é a forma como ela enxerga renovação. Pokey não tem medo de apostar em jovens que estejam prontas, assim como mantém no grupo atletas experientes que entregam consistência. Para ela, idade não define oportunidade; desempenho e adaptação ao sistema, sim. Isso acelerou o crescimento de várias jogadoras e criou um ambiente competitivo saudável dentro da Seleção.
O impacto também aparece nos bastidores. A comissão técnica ganhou organização, rotina, análise de desempenho e processos mais profissionais. Cada convocação, treino e amistoso faz parte de um plano maior — algo que o Brasil sempre precisou para dar saltos estruturais. Pokey reforça que vencer é consequência; construir é prioridade.
Com pouco tempo de trabalho, ela já conseguiu dar identidade à Seleção. E, pela primeira vez em anos, parece possível enxergar um caminho nítido para o futuro: um time agressivo, rápido, inteligente e competitivo internacionalmente. Pokey não está apenas treinando o Brasil. Ela está redesenhando o projeto.
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