Para muitas meninas, o primeiro contato com o basquete é também o primeiro espaço onde o corpo não é julgado, mas valorizado pela função que exerce. Correr, saltar, arremessar e disputar a bola constroem uma relação mais saudável com o próprio corpo — baseada em capacidade, não em aparência.
A autoestima se fortalece quando a menina percebe sua evolução no jogo. Aprender uma jogada, acertar um passe difícil ou assumir uma decisão em quadra gera confiança que se transfere para outros ambientes, como a escola e as relações sociais. O basquete ensina que errar faz parte do processo e que persistir é mais importante do que acertar sempre.
A autonomia surge quando meninas passam a confiar no próprio julgamento. O jogo exige leitura rápida, escolhas estratégicas e responsabilidade coletiva. Não há espaço para passividade. Cada atleta precisa se posicionar, comunicar e agir — habilidades fundamentais para a construção de independência emocional.
Em um contexto social que ainda impõe limites simbólicos ao comportamento feminino, o basquete oferece um território de liberdade. Um espaço onde meninas aprendem a ocupar, decidir e pertencer. Não por concessão, mas por mérito.
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