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O Livro
Ao ler pela primeira vez, e ainda em rascunho, o texto de “Mulheres à Cesta”, disse para a Claudia Guedes que “sua vocação é o romance... E seu livro é um romance épico, embora esteja estruturado como uma narrativa histórica”. Lamartine Pereira da Costa (Prefácio 1a Edição)

A presença das brasileiras no esporte se dá concomitante ao início desta prática em nosso país. Essa afirmação pode parecer exagerada, mas não é. As mulheres sempre estiveram envolvidas com esta prática cultural, a despeito da ausência de registros e de reconhecimento. Inicialmente como observadoras, sobretudo em modalidades contraindicadas para seu sexo, gradativamente elas foram ocupando espaços nos campos, quadras, ginásios, piscinas e tatames, fazendo ver que o esporte também é seu.

Tal referência implica afirmar que se hoje podemos identificar atletas, treinadoras, árbitras, torcedoras, jornalistas, gestoras, é porque uma infinidade de mulheres lutou – e muito – para que o esporte figurasse no seu horizonte de possibilidades. Para nele adentrar e permanecer, enfrentaram e continuam enfrentando uma série de desafios, evidenciando o quanto seu acontecer é atravessado pela iniquidade de gênero.  

As jogadoras que circulam nas páginas de Mulheres à Cesta exemplificam esta afirmação. Ao serem aqui rememoradas, tornam visíveis muitos dos enfrentamentos que vivenciaram para que pudessem estar no basquetebol e nele pudessem viver seus desejos, sonhos e realizações. Sob a condução atenta e sensível de Claudia Guedes, a escrita deste livro desvela fragmentos de um cenário complexo e heterogêneo. Ao analisar aspectos relacionados à história do basquetebol, a autora focaliza histórias que a história oficial não contou e não registrou. Histórias que atestam o protagonismo de mulheres que, de outra forma, seriam ignoradas, e cujos detalhes estavam circunscritos em suas memória e seus afetos. Por meio de uma narrativa fluida e teoricamente fundamentada, Claudia apresenta o pioneirismo de mulheres que desafiaram seu tempo e marcaram de forma indelével a história do esporte brasileiro.

Fruto de uma pesquisa realizada em acervos, banco de dados, centros de documentação, clubes, associações, jornais e revistas, o livro passeia por temas distintos, mas não dissonantes. Nele encontramos informações sobre a criação do basquetebol, a inserção das mulheres, os seus primórdios
em terras brasileiras, a criação de clubes e competições, a seleção nacional, as mulheres na seleção, a fala delas, elas. Mulheres à Cesta é tecido nas urdiduras da trama histórica. É um livro que faz história e que tem história.

Publicado originalmente em 2009, o livro se transformou em uma referência. Inédito em seu tempo, desempenhou um papel importante na compilação e produção de fontes sobre o basquetebol, mais especificamente, o basquetebol praticado pelas mulheres. Se a opção por esta temática contribuiu para a historiografia do esporte, a decisão de ouvir as protagonistas da história que narrava foi extremamente pertinente. Ao privilegiar a oralidade como fonte, Claudia Guedes conferiu ao seu livro outra dimensão: deixou de ser sobre as Mulheres à Cesta e passou a ser com as Mulheres à Cesta.

As quatorze basquetebolistas falam de si e do contexto que vivenciaram. Seus relatos contundentes e sensíveis são articulados pela escrita também sensível da autora, cuja narrativa instiga nossa imaginação sobre um tempo que não vivemos. As trajetórias aqui descritas revelam percursos individuais e ao mesmo tempo coletivos, visto que referenciam aspectos culturais historicamente produzidos, os quais sub-representaram a mulher no contexto esportivo. Os preconceitos, os enfrentamentos, os limites, as frustrações que ecoam em suas vozes mostram-se necessários para entender que sua presença no esporte não foi uma concessão, mas fruto de luta pelo direito de pertencer, se expressar e viver. 

Passados mais de dez anos de sua publicação, Mulheres à Cesta volta à cena por meio de outros suportes. Se em 2009 a publicação foi em papel, hoje o formato e-book possibilita maior circulação e divulgação. Sua nova edição adere ao movimento de acesso livre à informação científica. Para tanto, a autora fez uso das tecnologias de informação e comunicação implementando, inclusive, uma plataforma digital para disseminar seu conteúdo, assim como outros relacionados ao tema. Além disso, seu conteúdo ancora o filme homônimo, dirigido por Silvia Spolidoro, com produção de Hellen Suque.

Esses desdobramentos indicam o quanto o livro é atual. Mulheres à Cesta é o mesmo e, simultaneamente, outro. O e-book, a plataforma digital e o filme ampliam significativamente a visibilidade do basquete nacional, enfatizando que a participação das mulheres foi e é imprescindível para seu desenvolvimento e estruturação. Nesse sentido, além de pedagógico, Mulheres à Cesta é político. Deliciem-se com sua leitura, assim como eu o fiz!

Silvana Goellner (Prefácio 2a Edição E-book)



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